Ontem eu fui assistir ao filme novo do Hector Babenco, O Passado (próxima resenha, espero!) e eis que o personagem de Gael Garcia Bernal, Rimini, deixa de ir à exposição de Klimt. Confesso que fiquei um pouco decepcionado com isso, mas o filme mostra O Beijo (1907), e foi então que eu me dei conta do que estava acontecendo.
A obra de Klimt mostra a beleza do cotidiano, exaltando cores e ornamentos. Suas paisagens têm uma frugalidade quase incoerente e suas pessoas, sentimentos emergentes. Klimt se modifica conforme o referente inercial, mas parece luz, às vezes. Com os traços quase geométricos que pode representar a formatação dos elementos da pintura como imperfeitos, porém com a beleza assustadora; ricocheteiam nos limites da pele ou superfície.A arte erótica dele é quase um absurdo. A cena de uma mulher que se satisfaz com o toque do luxo a envolvendo apresenta tanto erotismo quanto os estudos sobre a nudez (II e III). E os corpos jogados ao trâmite limite do êxtase, da sobriedade e da quietude das coisas belas. Os sonhos dentro do corpo e a inocente idéia de estar-se só dormindo são idéias p
resentes na obra, bem como no Simbolismo da época. Além de mais nada, Klimt.
resentes na obra, bem como no Simbolismo da época. Além de mais nada, Klimt.Fez, também, retratos. Mas não fê-los como um retratista qualquer, novamente exalta a tonalidade e a forma livre dentro dos ornamentos, roupas e luxo presentes junto às mulheres que houve de pintar. Sóbrio, rebuscado e exaltador de uma beleza que nem sempre é tão visível.
Existencialismo apenas exagerado, a idéia de retratar o que se vê como ele vê, a beleza no corpo exposto. É como o desejo que se desperta novamente em uma pessoa frígida. Literalmente e literariamente, Klimt é Klimt.
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